Coronavírus: como agir em casos de colaboradores no grupo de risco?

O agente Covid-19 é uma nova espécie de coronavírus, que foi descoberta em Dezembro de 2019, na China. No início tudo parecia uma epidemia, que seria rapidamente controlada. 

Porém, infelizmente, a disseminação do vírus saiu do controle e se espalhou por todo o mundo. Isso tudo tem preocupado as empresas, sobre como agir com os seus colaboradores.

A situação mundial é grave e fez com que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificasse o novo coronavírus com uma pandemia.

Desse modo, os governos dos países podem adotar políticas emergenciais e destinar verbas de outras áreas para a saúde pública.

O principal objetivo que as empresas e todas as pessoas, de modo geral, têm é o de proteger os indivíduos que estão no grupo de risco.

E nós, da TÁ PAGO, temos o objetivo de auxiliar as empresas com conteúdos úteis relacionados ao Coronavírus, para ajudá-las a passar por esse momento de pandemia.

Por que é importante se proteger do novo coronavírus?

Antes de entrarmos no conceito de grupo de risco do coronavírus, é importante que você compreenda que todas as pessoas são vulneráveis ao Covid-19. Portanto, mesmo quem não está no grupo de risco, deve tomar todas as medidas preventivas.

Para quem está fora do grupo de risco, o coronavírus apresenta sintomas similares ao de uma gripe ou resfriado comum. Tosse, espirros, coriza, febre alta, entre outros, são exemplos.

Em entrevista à revista Carta Capital, o médico infectologista Marcos Boulos explicou que a doença não é grave para a maior parte das pessoas.

No entanto, se houver uma disseminação muito grande, haverá uma superlotação dos hospitais, o que pode resultar em longas filas de espera e agravamento dos casos que não recebem atendimento. 

Isso é o que está acontecendo na Itália e outros países da Europa, por exemplo. 

O que é e quem faz parte do grupo de risco do coronavírus?

O grupo de risco do coronavírus é formado pelo conjunto de pessoas que são mais vulneráveis à exposição. Para esses indivíduos, o vírus pode sim ser fatal! Por isso, todos os cuidados necessários devem ser tomados.

Fazem parte do grupo de risco do coronavírus:

  • idosos, com 60 anos ou mais;
  • portadores de doenças respiratórios;
  • portadores de doenças pulmonares;
  • portadores do diabetes;
  • portadores de doenças cardiovasculares;
  • portadores do vírus HIV;
  • entre outros.

Para as demais pessoas, como explicamos, o Covid-19 tende a parecer com uma forte gripe, sem causar maiores prejuízos.

Porém, é preciso ter o máximo de cuidado, já que ainda se tem pouco conhecimento sobre o grau de mutação do vírus e efeitos que ele pode ocasionar a longo prazo.

O que fazer quando a minha empresa tem colaboradores no grupo de risco?

As recomendações das autoridades de saúde, nesse momento, é que se evite qualquer tipo de aglomeração.

É por isso que muitas prefeituras e estados estão decretando o fechamento de estabelecimentos comerciais, shoppings, casas noturnas, entre tantos outros.

Para as empresas, o mais recomendado é que se pratique o trabalho em home office. Por isso, todos os colaboradores que trabalham em escritório e podem executar as suas atividades em casa, devem fazer isso. 

Existem diversas ferramentas de comunicação e videoconferência que podem ajudar os colaboradores a se comunicar e organizar as demandas. 

Porém, em situações em que existem colaboradores que estão no grupo de risco e que atuam em funções que não admitem o trabalho remoto, o mais correto a fazer é determinar o afastamento imediato dessas pessoas.

A equipe de recursos humanos e a direção da empresa devem pensar em estratégias para preservar os seus funcionários. Nessas situações, o atestado médico é dispensado, de modo que o colaborador pode ficar afastado do trabalho, sem ter a remuneração atingida.

Quais são as medidas legais em relação ao afastamento temporário dos colaboradores?

Sabemos que o coronavírus pode afetar muito as empresas, principalmente aquelas que não tem uma reserva financeira de emergência muito grande. 

Remunerar trabalhadores, sem que eles exerçam as suas funções, pode prejudicar a saúde financeira das organizações.

Pensando nisso, o Governo Federal, em entrevista coletiva realizada no último dia 18 de março, anunciou uma série de medidas que pretendem amenizar os danos causados pelo novo coronavírus na economia.

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da economia, Paulo Guedes, explicaram que o estado estuda bancar uma parte do salário para os empregados de micro e pequenas empresas.

O governo pede que o Congresso reconheça a situação atual como calamidade pública, para que regras da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) possam ser alteradas, pelo menos nesse momento.

Uma das medidas anunciadas é a possibilidade de reduzir as jornadas de trabalho e os pagamentos dos colaboradores em até 50%, desde que o valor não fique inferior a um salário mínimo. 

Também existe uma proposta para que os colaboradores possam entrar em férias coletivas, sem que seja necessário avisar a sindicatos e a Secretaria do Trabalho com 15 dias de antecedência, como é recomendado atualmente. A ideia é que o prazo seja reduzido para apenas 48 horas.

Ainda é preciso que essas medidas emergenciais sejam aprovadas pelo Congresso, o que deve se concretizar nos próximos dias.

Enquanto não se tem uma resposta efetiva, o mais recomendado para as empresas que têm colaboradores no grupo de risco, é solicitar que eles fiquem em casa.

Caso não seja possível integrá-los em atividades de home office, eles devem continuar recebendo os seus salários no valor integral durante a quarentena. Não é necessário apresentar atestado para isso, nesses casos!

Entendido sobre como agir em relação ao coronavírus, nos casos de colaboradores no grupo de risco? 

A palavra de ordem agora é prevenção! Por isso, a sua empresa deve ser parceira dos seus colaboradores e tomar todas as medidas necessárias para que eles não sejam infectados. Em breve a pandemia de coronavírus deve passar e teremos novamente uma rotina normal!

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