Aprenda como fazer a Gestão de Crise no RH

Gestão de Crise no RH

Saber como fazer uma gestão de crise de forma eficiente nunca foi tão importante para o RH.

O momento atual é bastante crítico para muitas empresas, por conta das consequências trazidas pela pandemia do novo coronavírus.

Mais do que nunca, os profissionais de recursos humanos precisam estar preparados para acolher os colaboradores, promover ações criativas e reinventar a forma como o trabalho é realizado. 

Nesse sentido, conhecer táticas para fazer a gestão de crise é extremamente relevante. Uma delas é a C.I.A., que explicaremos mais detalhadamente a seguir. 

Também apresentaremos algumas dicas rápidas para serem colocadas em prática no RH, nesse momento. Continue a leitura e confira!

Conheça o método C.I.A. para gestão de crise no RH

Janet Feldman, uma executiva, psicóloga e consultora de liderança renomada desenvolveu uma técnica chamada de C.I.A., para a gestão de crises nas empresas. 

Segundo a autora, para fazer um trabalho eficiente em situações adversas, é preciso seguir três passos:

  • Controlar;
  • Influenciar;
  • Aceitar.

Eles formam, portanto, a sigla C.I.A., que dá nome à técnica. Entenda, a seguir, cada um desses passos.

Controlar

De acordo com Feldman, ao fazer uma gestão de crise no RH, a primeira coisa que se deve ter em mente é o controle da situação.

Por pior que seja o que estiver acontecendo, o RH precisa assumir uma posição de comando e saber o que está se passando na companhia. 

Ao controlar a situação, o setor poderá passar mais segurança para os trabalhadores, que poderão seguir realizando as suas atividades, sem maiores prejuízos.

Na crise gerada pela pandemia de coronavírus, por exemplo, algumas empresas, consideradas como prestadoras de serviços essenciais, puderam continuar trabalhando. 

Porém, é natural que trabalhar fora de casa, nesse momento, provoque medo ou pânico nos funcionários.

Nessa situação, o RH precisa mostrar que tem controle do que está acontecendo. 

Para isso, devem ser tomadas iniciativas emergenciais como afastar os trabalhadores que fazem parte do grupo de risco e garantir itens de higiene e EPIs, como álcool em gel e máscara, para quem continuar trabalhando. 

Isso demonstra preocupação e seriedade para os funcionários.

Influenciar

No processo de formação cultural, as pessoas são educadas por meio de exemplos. 

Uma criança tem mais chances de se tornar uma fumante, caso os pais fumem perto dela, mesmo que eles digam que isso é errado e faz mal para a saúde. 

Ou seja, as atitudes influenciam muito mais do que as palavras.

No meio empresarial também é assim! 

Por isso, em uma gestão de crise, o RH precisa influenciar os demais colaboradores. Também deve fazer uma campanha de conscientização com os líderes de setor, para que eles eduquem as suas equipes pelo exemplo.

Em tempos de pandemia de coronavírus, é recomendado que as pessoas usem máscaras, por exemplo. 

Se os líderes não utilizarem a peça em seu dia a dia, os funcionários vão se sentir no direito de também não usar e a empresa poderá se tornar um epicentro da doença. 

Por isso, o trabalho de influência é tão relevante para contornar crises.

Aceitar

O último pilar do método desenvolvido por Feldman é a aceitação. 

Segundo a autora, é preciso ter em mente que não temos poder sobre todas as situações, não podemos mudar tudo o que acontece em nossa volta. 

Dessa forma, para manter a saúde mental, é preciso aceitar.

A pandemia de coronavírus, por exemplo, é uma realidade. Ainda não existe um medicamento para curar a doença, tampouco uma vacina para que possamos nos prevenir. 

Por conta disso, enquanto a situação não for revertida, nos resta aceitar e cumprir com protocolos, como o isolamento social.

Nesse sentido, o RH precisa orientar os colaboradores sobre a importância de se atualizarem e continuarem desenvolvendo as suas atividades, mesmo em situações adversas. 

Para aqueles que trabalham em home office, pode ser necessário conhecer novas tecnologias, por exemplo.

3 dicas práticas para executar a gestão de crise no RH

Além do método C.I.A., existem outras atitudes que devem ser tomadas pelo RH ao fazer uma gestão de crise. Listamos algumas dicas breves. Veja!

1. Saiba lidar com as críticas

Em situações de crise, é praticamente impossível agradar a todos. 

Pode ser que alguns funcionários ou até mesmo gestores da empresa se posicionem contrários e critiquem negativamente as medidas tomadas pelo RH. 

Nesse momento é preciso estar aberto a sugestões, mas manter-se firme nos posicionamentos adotados. 

É claro que o debate deve estar aberto, mas deve-se ter consciência de que as pessoas estão muito emotivas e sensíveis e isso pode gerar situações adversas. 

É preciso agir sim de forma humana, mas sempre mantendo a razão como princípio norteador.

2. Estimule o papel do líder

Mesmo com funcionários trabalhando em casa, é preciso que os líderes mantenham o seu perfil de trabalho, supervisionando as equipes. 

O RH deve incentivar que os gestores dos times sigam motivando e cobrando os seus liderados.

Existem diversas ferramentas de gestão de projetos online, bem como de videoconferência, que podem ajudar nesse momento. O RH pode sugerir os melhores recursos para essa situação.

3. Crie programas que fortaleçam as relações humanas

As crises, como a do coronavírus, podem fazer com que as empresas tomem medidas duras, para que possam se manter ativas. 

Uma delas é a demissão de funcionários em massa, com grandes grupos sendo desligados da companhia.

Em casos assim, é preciso criar programas que fortaleçam as relações humanas, para ajudar as pessoas que perderam os empregos. 

Manter benefícios como o plano de saúde, vale alimentação e fazer parcerias com agências de recrutamento, para que as pessoas fiquem o menor tempo possível desempregadas, são exemplos de atitudes que podem ser tidas.

Seguindo o método C.I.A. e as dicas breves que trouxemos, você terá mais chances de ter sucesso ao fazer uma gestão de crise no RH. 

Esperamos que tudo dê certo na sua empresa e que logo os esforços sejam voltados para ações mais positivas e não apenas a solução de problemas tão sérios.

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